Barreiras, ajudam ou atrapalham?

Barreiras fazem parte do dia a dia de todos. Algumas são necessárias, outras não. Algumas nos ajudam e outras nos atrapalham. Elas interferem na nossa qualidade de vida.

E aí, beleza?Barreiras ajudam ou atrapalham

As barreiras estão presentes no nosso dia a dia e algumas são necessárias, para a nossa proteção. Porém outras são limitadoras e acabam interferindo no nossa qualidade de vida.

As barreiras podem ser de diversas formas. Dois exemplos são as barreiras físicas e as psicológicas.

Um muro, uma cerca são barreiras físicas que muitas vezes nos protegem.

Por exemplo, em uma obra, são colocadas barreiras para limitar a entrada de pessoas em algumas áreas de risco. Infelizmente, nós precisamos de muros e cercas no entorno de nossas casas para nos proteger e nos dar segurança. Indústrias instalam barreiras em alguns equipamentos para proteger e evitar acidentes de trabalho com seus funcionários. No futebol ela protege o time em uma cobrança de falta. O medo é uma barreira psicológica que, muitas vezes, nos protege de correr riscos.

Por outro lado existem muitas barreiras que nos limitam, as vezes até nos impedem de fazer algo.

Muitas barreiras nós criamos em nossa mente e nos limitam, outras são barreiras criadas e impostas pela sociedade e prejudicam muito a qualidade de vida, principalmente das pessoas com deficiência.

Nessa semana, no dia  21 de setembro, é celebrado o Dia Nacional da Luta das Pessoas com Deficiência e na Lei Brasileira da Inclusão, Lei nº 13146/2015, é apresentado um conceito interessante de barreira, que é:

Barreiras: qualquer entrave, obstáculo, atitude  ou comportamento que limite ou impeça a participação social da pessoa, bem como  o gozo, a fruição e o exercício de seus direitos à acessibilidade, à liberdade  de movimento e de expressão, à comunicação, ao acesso à informação, à  compreensão, à circulação com segurança, entre outros, classificadas em:

– Barreiras urbanísticas: as existentes nas vias e nos espaços públicos e privados abertos ao público ou de uso coletivo;

– Barreiras arquitetônicas: as existentes nos  edifícios públicos e privados;

– Barreiras nos transportes: as existentes nos sistemas e meios de transportes;

– Barreiras nas comunicações e na informação: qualquer entrave, obstáculo, atitude ou comportamento que dificulte ou  impossibilite a expressão ou o recebimento de mensagens e de informações por  intermédio de sistemas de comunicação e de tecnologia da informação;

– Barreiras atitudinais: atitudes ou comportamentos que impeçam ou prejudiquem a participação social da pessoa com deficiência em  igualdade de condições e oportunidades com as demais pessoas;

– Barreiras tecnológicas: as que dificultam ou impedem o acesso da pessoa com deficiência às tecnologias;

E essas barreiras afetam diretamente a Acessibilidade. A mesma Lei traz o seguinte conceito para Acessibilidade:

Possibilidade e condição de  alcance para utilização, com segurança e autonomia, de espaços, mobiliários,  equipamentos urbanos, edificações, transportes, informação e comunicação,  inclusive seus sistemas e tecnologias, bem como de outros serviços e instalações  abertos ao público, de uso público ou privados de uso coletivo, tanto na zona  urbana como na rural, por pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida;

Como, com tantas barreiras, uma pessoa com deficiência vai ter autonomia e segurança?

Para mim, a primeira barreira que precisa ser destruída e que terá efeito sobre todas as outras é a Barreira Atitudinal. Essa barreira provoca atitudes ou comportamentos que impedem ou prejudicam a participação social da pessoa com deficiência em  igualdade de condições e oportunidades com as demais pessoas.

Essa barreira está impedindo que as demais barreiras sejam destruídas. Enquanto a pessoa não se conscientizar que a Acessibilidade é boa para todos, inclusive ela própria precisará de acessibilidade em algum momento da sua vida, ela não vai agir para que o local onde ela mora, trabalha ou frequenta seja acessível.

Talvez alguém que está lendo pense, mas quando eu vou precisar de acessibilidade Gabriel?

Como diz a Lei, a acessibilidade é muito útil para a pessoa com deficiência para pessoas com dificuldade de locomoção. Pode ser uma limitação temporária que você tenha como uma perna quebrada, cirurgia no joelho, problema na coluna, enfim, são inúmeras as situações que a acessibilidade facilitaria muito a vida.

Para você que é pai ou mãe e já precisou ou precisa andar com um carrinho de bebê, a acessibilidade facilitaria sua vida?

E tem uma que, caso você não morra jovem, você vai ficar idoso e fará muito uso da acessibilidade. Mas para que exista essa possibilidade, é preciso uma mudança de atitude, de comportamento. Só com a quebra da barreira atitudinal será possível quebrar as barreiras urbanísticas, arquitetônicas, nos transportes, nas comunicações e nas tecnologias.

Tenha você também um novo olhar para as barreiras atitudinais.

Grande abraço.