Pensamento Positivo até ajuda…

Pensamento positivo até ajuda, porém ele sozinho não resolve. Muitos querem ganhar, mas não tentam…

E aí, beleza?pensamento positivo

Pensamento positivo está sendo muito comentado. As pessoas dizem que nós temos que pensar positivo, mas só isso resolve? O que é preciso fazer antes de ter o pensamento positivo? Provavelmente você já usou um pouco do seu tempo imaginando o que faria caso ganhasse uma grande quantia de dinheiro, certo? Talvez você tenha pensado nos prêmios milionários da Mega Sena. É tanto dinheiro que fica até difícil imaginar o que fazer. E eu te pergunto, antes de pensar no que você faria com o prêmio, você jogou?

Esse exemplo da loteria serve para ilustrar a atitude que muitas vezes nós temos, em algumas ocasiões de forma consciente e em outras de forma inconsciente. Pode ser que você não goste de loteria e pense que isso não acontece com você, mas como mencionado, esse é só um exemplo ilustrativo.

O pensamento positivo é importante, porém entendo que existem etapas fundamentais que acontecem antes ou juntas com o pensamento positivo.

João trabalha há 4 anos na mesma empresa e ele gostaria de receber uma promoção e todo dia ele pensa positivo, ele acredita que isso vai acontecer. E eu te pergunto, por João ter um pensamento positivo e acreditar em sua promoção, isso vai realmente acontecer?

Sim? Não? Eu diria depende. Depende do que João tem feito além do pensamento positivo para ser promovido. Será que ele tem desempenhado bem suas funções atuais? Será que ele tem se preparado para as responsabilidades do cargo que ele deseja? Essas são apenas duas questões de tantas que poderíamos fazer à João para embasar o seu pensamento positivo.

Eu acredito na força  do pensamento positivo, ser otimista e buscar enxergar o lado bom daquilo que acontece. E também acredito em muito esforço e dedicação para servir de base ao meu otimismo e pensamentos positivos.

Vamos construir juntos essa base sólida para o seu pensamento positivo. Inicialmente são três pontos principais que eu te peço para ser muito honesto. E aqui, quando me refiro a ser honesto, é com você mesmo.

Se você estiver enganando alguém, posso afirmar que esse alguém não sou eu, e sim você.

  • Pense em algo que você realmente deseja que aconteça na sua vida. Pode ser no trabalho, com seus amigos ou na vida familiar.
  • Você acredita que isso é possível de atingir?
  • O que você tem feito para atingir seu objetivo?

O pensamento positivo está ligado diretamente a esses três pontos. No primeiro é você querer algo novo, o desejo de crescer e buscar algo melhor. No segundo, é primordial você acreditar que é possível atingir esse objetivo e no terceiro, o pensamento positivo vai te ajudar a manter-se motivado e irá alimentar o seu esforço e dedicação com a energia necessária.

Poderíamos detalhar cada um dos pontos nesse texto e ele ficaria muito longo e cansativo para a sua leitura. Prefiro dedicar-me exclusivamente ao pensamento positivo e guardar outra oportunidade para tratarmos desses outros itens.

O pensamento positivo me acompanha, de forma mais marcante, desde o acidente em 1998. Eu acreditei muito na minha recuperação. Apesar das graves lesões e da seriedade dos ferimentos, eu apoiado pela família e amigos, e contando com o suporte dos profissionais da saúde, acreditei que seria possível me recuperar. Com muito esforço e dedicação de todos, e principalmente da minha parte, foi possível chegar a níveis superiores aos esperados. Foi difícil, foram muitos dias de bruços, podendo levantar a cabeça apenas para comer, devido a técnica utilizada nas cirurgias dos olhos.

Sempre acreditei na possibilidade de realizar o meu sonho de ser Engenheiro, porém foram 5 anos de Universidade e horas e horas de estudo. E é assim com praticamente tudo em nossas vidas.

Atualmente, no trabalho como palestrante e treinador corporativo, sigo a mesma sequência que apresentei à você. Acredito sim no meu objetivo e tenho trabalhado e estudado muito para atingi-lo. Tenho mantido presente no meu dia a dia o pensamento positivo e ele tem me ajudado muito.

Tenho certeza que ele irá te ajudar também. O pensamento positivo é um hábito, que pode ser desenvolvido e treinado diariamente, bem como a atitude que você tem para alcançar os seus sonhos e objetivos.

Tenha você também um novo olhar para o pensamento positivo.

Grande abraço.

Eu aceito e você?

Eu aceito minha condição. Não gosto, mas aceito. E você, como tem encarado as situações que tem vivido? Aceitar e aprovar parecem a mesma coisa, mas não são.

E aí, beleza?

Aceitar uma situação ou condição não é a mesma coisa que aprovar aquela aceitar-aprovarsituação ou condição. O aceitar está ligado ao seu entendimento daquele fato, já o aprovar está ligado ao seu sentimento a respeito daquilo.

Agosto de 2015, após 17 anos de um grave acidente, 10 grandes cirurgias no olho, pelo menos por enquanto a luta está perdida, a luta por enxergar, pela visão. Depois de tentar de todas as formas, consultar profissionais em Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro e até mesmo fora do Brasil, em Miami, entre agosto de 2015 e meados de 2016, entendi que a luta está perdida.

Nesse período de aproximadamente 1 ano e diversas tentativas, como cirurgias e procedimentos menores, e muito esforço e dedicação, tanto da minha parte, quanto dos médicos, amigos e familiares, chegou um determinado momento em que foi necessário entender que, hoje, não há mais nada a se fazer.

Talvez você também já tenha enfrentado situações em que, mesmo após fazer tudo que estava ao seu alcance, não foi possível chegar no resultado que você desejava, certo? Eu gostaria muito que o final dessa história tivesse sido diferente, porém não foi o que houve.

Na semana passada, quando estava fazendo uma palestra ao Grupo Pão de Açúcar, fui perguntado sobre a superação, que mesmo depois de tantas dificuldades e desafios eu estava ali contando minha história e inspirando pessoas a superarem seus desafios.

De onde vinha essa vontade, essa força?

E pensando para responder, lembrei de uma conversa que tive com um amigo a respeito de aceitar e aprovar aquilo que acontece com a gente. Você sabe qual a diferença?

Confesso que no começo foi meio confuso para entender essa diferença, porém após refletir e usar exemplos da minha vida, o entendimento foi mais fácil. Aceitar está ligado a forma que nós encaramos o que houve, a nossa luta, nosso esforço e tudo o que nós fizemos para mudar aquilo e não está ligado diretamente ao resultado final. O Aprovar sim, ele está ligado diretamente ao final da história e qual sentimento trazemos quando pensamos no ocorrido.

Como assim Gabriel?

Foi exatamente essa pergunta que fiz ao meu amigo. E agora trago um exemplo real para te ajudar a ter um novo olhar para o aceitar e o aprovar o ocorrido.

Hoje eu digo que aceito a perda da visão, mas não aprovo.

Sendo bem sincero com você, desde o acidente sofrido em 1998 que deixou graves lesões no meu olho esquerdo e me tirou a visão do olho direito, a perda total da visão era uma preocupação, algo moderado, mas uma preocupação. Sempre segui todas recomendações médicas, me cuidei, porém era algo que poderia ocorrer. Eu imaginava que seria algo a longo prazo, quando estivesse lá pelos 60 anos. Só que as vezes a vida vem e nos dá uma surra e muda tudo aquilo que estava indo bem. Depois de uma hemorragia, algumas cirurgias e procedimentos, chegou-se a conclusão que, com o que existe hoje, não há nada a fazer para tentar recuperar a visão.

Nesse período de aproximadamente 1 ano, desde a hemorragia até o entendimento que não haveria mais nada a se fazer, houve muita luta, muito esforço e dedicação para recuperar a visão. Visita a 5 especialistas, em 4 cidades e em 2 países e a avaliação de todos foi parecida. E digo a você, com segurança, o que estava ao meu alcance e de todos os envolvidos, como família, amigos e médicos, foi feito.

E é olhando sob esse aspecto que eu disse anteriormente que eu aceito a perda da visão. Tudo que poderia ser feito para tentar reverter o quadro foi feito. Se eu tivesse deixado de tentar o que eu, naquele momento, poderia ter tentado, aceitar seria muito mais difícil. Além de estar vivendo uma situação muito delicada, carregaria junto o peso da dúvida. E se eu tivesse tentado isso ou aquilo, será que o resultado final seria outro? Esse peso eu não carrego e certamente isso me ajudou a aceitar essa nova condição.

Agora, falando no aprovar a situação. O aprovar, de forma resumida, está ligado a você gostar ou não daquilo. E eu te digo, também com muita segurança, que não gosto da minha condição atual. Se pudesse fazer algo para voltar a enxergar, eu o faria. Só que esse algo não existe hoje e a vida tem que continuar. Eu não posso ficar preso a essa situação e deixar meus objetivos e sonhos de lado.

Então, sendo bem objetivo:

– Aceitar: Entender que aquela é a sua nova realidade. Seja por uma doença, demissão ou separação. Os motivos são inúmeros, porém é o que tem para hoje. Faça tudo que está ao seu alcance caso você queira mudar aquilo, mas se não conseguir mudar, entenda que a vida tem que continuar

– Aprovar: Gostar ou não gostar do que houve não deveria te paralisar. Não aprovar ou não gostar de algo não significa que você precisa ficar em uma cama e desistir de tudo. Aceite a realidade e busque ferramentas para viver a vida. Valorizar o que você tem vai ajudar muito. Eu não tenho a visão, mas tenho saúde, amigos, família, um filho maravilhoso e tantas outras coisas boas. Me apegar ao que eu tenho me dá muita força para continuar.

Tenha você também um novo olhar para as situações da sua vida!

Grande abraço.

Barreiras, ajudam ou atrapalham?

Barreiras fazem parte do dia a dia de todos. Algumas são necessárias, outras não. Algumas nos ajudam e outras nos atrapalham. Elas interferem na nossa qualidade de vida.

E aí, beleza?Barreiras ajudam ou atrapalham

As barreiras estão presentes no nosso dia a dia e algumas são necessárias, para a nossa proteção. Porém outras são limitadoras e acabam interferindo no nossa qualidade de vida.

As barreiras podem ser de diversas formas. Dois exemplos são as barreiras físicas e as psicológicas.

Um muro, uma cerca são barreiras físicas que muitas vezes nos protegem.

Por exemplo, em uma obra, são colocadas barreiras para limitar a entrada de pessoas em algumas áreas de risco. Infelizmente, nós precisamos de muros e cercas no entorno de nossas casas para nos proteger e nos dar segurança. Indústrias instalam barreiras em alguns equipamentos para proteger e evitar acidentes de trabalho com seus funcionários. No futebol ela protege o time em uma cobrança de falta. O medo é uma barreira psicológica que, muitas vezes, nos protege de correr riscos.

Por outro lado existem muitas barreiras que nos limitam, as vezes até nos impedem de fazer algo.

Muitas barreiras nós criamos em nossa mente e nos limitam, outras são barreiras criadas e impostas pela sociedade e prejudicam muito a qualidade de vida, principalmente das pessoas com deficiência.

Nessa semana, no dia  21 de setembro, é celebrado o Dia Nacional da Luta das Pessoas com Deficiência e na Lei Brasileira da Inclusão, Lei nº 13146/2015, é apresentado um conceito interessante de barreira, que é:

Barreiras: qualquer entrave, obstáculo, atitude  ou comportamento que limite ou impeça a participação social da pessoa, bem como  o gozo, a fruição e o exercício de seus direitos à acessibilidade, à liberdade  de movimento e de expressão, à comunicação, ao acesso à informação, à  compreensão, à circulação com segurança, entre outros, classificadas em:

– Barreiras urbanísticas: as existentes nas vias e nos espaços públicos e privados abertos ao público ou de uso coletivo;

– Barreiras arquitetônicas: as existentes nos  edifícios públicos e privados;

– Barreiras nos transportes: as existentes nos sistemas e meios de transportes;

– Barreiras nas comunicações e na informação: qualquer entrave, obstáculo, atitude ou comportamento que dificulte ou  impossibilite a expressão ou o recebimento de mensagens e de informações por  intermédio de sistemas de comunicação e de tecnologia da informação;

– Barreiras atitudinais: atitudes ou comportamentos que impeçam ou prejudiquem a participação social da pessoa com deficiência em  igualdade de condições e oportunidades com as demais pessoas;

– Barreiras tecnológicas: as que dificultam ou impedem o acesso da pessoa com deficiência às tecnologias;

E essas barreiras afetam diretamente a Acessibilidade. A mesma Lei traz o seguinte conceito para Acessibilidade:

Possibilidade e condição de  alcance para utilização, com segurança e autonomia, de espaços, mobiliários,  equipamentos urbanos, edificações, transportes, informação e comunicação,  inclusive seus sistemas e tecnologias, bem como de outros serviços e instalações  abertos ao público, de uso público ou privados de uso coletivo, tanto na zona  urbana como na rural, por pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida;

Como, com tantas barreiras, uma pessoa com deficiência vai ter autonomia e segurança?

Para mim, a primeira barreira que precisa ser destruída e que terá efeito sobre todas as outras é a Barreira Atitudinal. Essa barreira provoca atitudes ou comportamentos que impedem ou prejudicam a participação social da pessoa com deficiência em  igualdade de condições e oportunidades com as demais pessoas.

Essa barreira está impedindo que as demais barreiras sejam destruídas. Enquanto a pessoa não se conscientizar que a Acessibilidade é boa para todos, inclusive ela própria precisará de acessibilidade em algum momento da sua vida, ela não vai agir para que o local onde ela mora, trabalha ou frequenta seja acessível.

Talvez alguém que está lendo pense, mas quando eu vou precisar de acessibilidade Gabriel?

Como diz a Lei, a acessibilidade é muito útil para a pessoa com deficiência para pessoas com dificuldade de locomoção. Pode ser uma limitação temporária que você tenha como uma perna quebrada, cirurgia no joelho, problema na coluna, enfim, são inúmeras as situações que a acessibilidade facilitaria muito a vida.

Para você que é pai ou mãe e já precisou ou precisa andar com um carrinho de bebê, a acessibilidade facilitaria sua vida?

E tem uma que, caso você não morra jovem, você vai ficar idoso e fará muito uso da acessibilidade. Mas para que exista essa possibilidade, é preciso uma mudança de atitude, de comportamento. Só com a quebra da barreira atitudinal será possível quebrar as barreiras urbanísticas, arquitetônicas, nos transportes, nas comunicações e nas tecnologias.

Tenha você também um novo olhar para as barreiras atitudinais.

Grande abraço.

Sustentabilidade. Será mesmo?

Sustentabilidade vem sendo discutida em muitas empresas. Será que ela está sendo realmente realizada?

E aí, beleza?

A empresa X é Sustentável. O Grupo Y tem foco na sustentabilidade. Esses termosSustentabilidade são utilizados para enfeitar banners e apresentações de Power Point em reuniões e convenções. Talvez você já tenha ouvido falar em sustentabilidade, em ser sustentável no seu local de trabalho, certo? E quais ações efetivamente estão sendo colocadas em prática?

A Sustentabilidade é um conceito relativamente recente que vem sendo fortemente utilizado por empresas em suas campanhas publicitárias, tanto interna, quanto externamente, para buscar um diferencial competitivo. A sustentabilidade foi muito relacionada à questões ambientais, mas para uma empresa ser sustentável ela precisa trabalhar muito além da questão ambiental.

Ela tem como base 3 pilares, Social, Econômico e Ambiental. Os três têm a mesma importância e relevância. Para uma empresa, um empreendimento ou um projeto ser considerado sustentável, precisa atender a esses três aspectos. Deve ser algo que considere a preservação do meio ambiente, ter condições de se manter economicamente sozinho e atender necessidades sociais, ou seja, do ser humano e do seu meio.

Trabalhei por 7 anos com empreendimentos de geração de energia limpa, como Pequenas Centrais Hidrelétricas, Parques Eólicos e Usinas Hidrelétricas. E existem muitos que são contrários a esses empreendimentos por entenderem que são prejudiciais ao meio ambiente e as pessoas que vivem nas suas proximidades. E realmente alguns são, mas existe muita informação sem fundamento sendo divulgada e utilizada para impedir a implantação desses projetos.

Por se tratar de energia limpa, podemos afirmar que todos são sustentáveis?

Não! Alguns são sustentáveis, outros não. Não é por ser um empreendimento que gera energia limpa, ou seja, sem utilizar combustíveis fósseis, que ele pode ser considerado sustentável. O mesmo se aplica a produtos e serviços do nosso consumo diário, como detergentes, roupas etc.

Será que por ser um produto biodegradável ele é necessariamente sustentável? Será que a empresa que fabrica esse produto tem como valor a sustentabilidade?

E se a empresa que se preocupa tanto com o meio ambiente utilizar mão de obra infantil?

Essa é uma situação hipotética que ilustra que a sustentabilidade não está ligada unicamente ao aspecto ambiental.

Trazendo para o pilar Social, existe um lado muito importante a ser observado. Dentro da questão que envolve o ser humano, será que a empresa está realmente se preocupando?

Dentro desse tópico, muitas empresas que se dizem e se consideram sustentáveis, existe um grande preconceito quando se fala na contratação de pessoas com deficiência.

E eu te pergunto, a inclusão está ligada ao aspecto Social? Podemos dizer que uma empresa preconceituosa é sustentável?

A falta de acessibilidade também impacta o lado Social da sustentabilidade. Um local, um prédio ou uma instalação, um produto que não é acessível para todas as pessoas pode ser considerado sustentável? A empresa tem uma preocupação com o meio ambiente, mas seus produtos ou serviços não podem ser utilizados por uma pessoa com deficiência e ela estampa em suas campanhas publicitárias que se preocupa com a sustentabilidade. Isso é correto?

Para se considerar Sustentável uma empresa deveria:

– Se preocupar efetivamente com questões ambientais. Entender que a empresa utiliza recursos naturais, porém esses recursos deveriam ser utilizados de forma racional, pensando na preservação do meio ambiente para as gerações futuras.

– Entender que para ser sustentável, a empresa deve se manter com recursos financeiros, gerando receita suficiente para manter suas atividades.

– Ter realmente uma preocupação com o aspecto Social, com as pessoas. Tanto as pessoas que trabalham na empresa, quanto as pessoas que utilizarão seus produtos ou serviços. As pessoas que são impactadas pela atividade da empresa também devem ser consideradas nesse aspecto, como vizinhos da fábrica, quem mora nas proximidades de locais onde são retirados recursos naturais, etc.

Quando você ouvir algo relacionado a sustentabilidade, analise com cuidado. Muitos estão deixando de cumprir leis e proporcionar condições adequadas aos seus funcionários. Muitas pessoas qualificadas estão sendo barradas de trabalhar por puro preconceito. Grandes empresas, que mesmo com a obrigatoriedade de contratar pessoas com deficiência, preferem pagar multas à realizar pequenas adaptações em suas instalações e contratar pessoas com deficiência.

Tenha você também um novo olhar para a sustentabilidade.

Grande abraço.

Rumo à Liberdade!

Já imaginou um cego em uma Harley-Davidson na estrada? Rumo a Liberdade foi o passeio inclusivo realizado em parceria entre o Grupo de Donos de Harley-Davidson  e a ONG Antes do Ouro no último sábado, 02/09, em Curitiba. Confira como foi!

E aí, beleza?passeio-inclusivo-rumo-a-liberdade

Muitos falam em inclusão, direitos das pessoas com deficiência, porém são poucos aqueles que realmente fazem a inclusão.

No último sábado, 02/09/2017, foi realizado o Passeio Inclusivo Rumo a Liberdade promovido em parceria pelo HOG The One Chapter, Grupo de Donos de Harley-Davidson de Curitiba e a ONG Antes do Ouro, que trabalha com atletas Paralímpicos. Esse Grupo de Motociclistas desenvolve algumas ações sociais e essa foi mais uma, que ficará marcada na memória dos participantes.

A proposta do evento foi proporcionar às pessoas com deficiência a experiência de andar em uma Harley-Davidson e aos seus donos uma oportunidade de mostrar a outras pessoas o estilo Harley-Davidson de vida. O Grupo percorreu aproximadamente 70 km, considerando ida e volta, deslocando-se de Curitiba até Campo Largo e na sequencia retornou a Curitiba. O passeio durou cerca de 45 minutos e participaram aproximadamente 30 motocicletas.

Lembro que na minha infância eu gostava muito de motos, principalmente de corridas como Motocross e Supercross, que ocorriam com boa frequência na cidade onde eu morava e nas cidades próximas. Andava muito de bicicleta e imaginava ser um piloto. Adorava ir na pista de bicicross com os amigos.

Mais de 20 anos depois, sem enxergar nada, tive a oportunidade de desfrutar de uma experiência fantástica, proporcionada pelo Grupo de Donos de Harley e a ONG Antes do Ouro. Foi uma mistura de adrenalina com memórias da infância. Uma sensação de liberdade tomou conta ao sentir o vento no rosto.

Estar sobre uma Harley-Davidson, que pesa 450 kg, equipada com motor de 1800 cc. Curtindo um AC/DC, com certeza ficará gravado para sempre.

Priscila Gomes, que é Psicóloga e deficiente visual também participou do Passeio e disse que no início sentiu um pouco de insegurança e medo, mas após o início do trajeto a sensação de liberdade tomou conta das suas emoções. Ela disse que, mesmo não sendo ela quem estava pilotando a motocicleta, realmente se sentiu parte daquilo que estava acontecendo.passeio-inclusivo-rumo-a-liberdade-2

Priscila e eu éramos os únicos com deficiência visual. Outras pessoas com deficiência, como amputados e cadeirantes,  que participaram do evento relataram experiências parecidas.

A lição muito forte que ficou dessa experiência é que a pessoa com deficiência pode estar em todos os lugares. Sabemos que existem limitações, como falou Priscila, um deficiente visual não vai participar de algo assim pilotando a moto, mas pode perfeitamente participar como garupa e sim, estar incluído de fato no passeio.

O Passeio Inclusivo reforçou a importância da Acessibilidade Atitudinal em todos os locais e atividades. A pessoa com deficiência pode sim participar ativamente de situações que muitos não conseguem enxergar como, mas na grande maioria das vezes, o que precisamos é só um pouco de boa vontade.

As soluções são muito mais simples do que muitos imaginam e ainda bem que temos pessoas que sabem disso e desenvolvem eventos como o Passeio Inclusivo Rumo a Liberdade.

O lugar da pessoa com deficiência é onde ela quiser estar. Com Acessibilidade Atitudinal as barreiras são destruídas!

Aproveito para, mais uma vez, agradecer aos organizadores do evento a grande oportunidade de ir para a estrada sobre uma Harley-Davidson!

Tenho você também um novo olhar para inclusão!

Grande abraço.

Voluntariado te faz crescer!

O Voluntariado tem se tornado uma prática cada vez mais presente na vida das pessoas. O voluntariado é muito bom para quem recebe e é ótimo para quem o faz.

E aí, beleza?

artigo-14-voluntariadoHoje se fala muito em voluntariado, trabalhos voluntários, tanto em ações pessoais quanto em empresas. As causas abraçadas por trabalhos voluntários são inúmeras. E você, participa ou já participou de algum trabalho voluntário?

A palavra Voluntário é um adjetivo que significa que não é forçado, que só depende da vontade; espontâneo. O trabalho voluntário é aquele que se pode optar por fazer ou não.

O voluntariado está diretamente ligado ao exercício de cidadania. São ações iniciadas por pessoas físicas, empresas privadas e públicas visando atender alguma necessidade de um grupo de pessoas. Hoje existem muitos trabalhos voluntários em andamento, seja na área da saúde, educação, emprego, moradia, etc. Enfim, são trabalhos realizados de forma livre, ou seja, sem a obrigação de fazê-lo. Pessoas destinam tempo, energia e algumas vezes recursos financeiros para ajudar outros.

Segundo definição das Nações Unidas, “o voluntário é o jovem ou o adulto que, devido a seu interesse pessoal e ao seu espírito cívico, dedica parte do seu tempo, sem remuneração alguma, a diversas formas de atividades, organizadas ou não, de bem estar social, ou outros campos…”

No dia 28 de agosto é celebrado o dia nacional do voluntariado. E no Brasil existe a Lei nº 9.608 de 1998 e a Lei nº 13.297 de 2016 que regulamentam e dão diretrizes ao trabalho voluntário. A legislação mais recente traz em seu Artigo 1º o seguinte texto:

“Art. 1º Considera-se serviço voluntário, para os fins desta Lei, a atividade não remunerada prestada por pessoa física a entidade pública de qualquer natureza ou a instituição privada de fins não lucrativos que tenha objetivos cívicos, culturais, educacionais, científicos, recreativos ou de assistência à pessoa.

Quanto aos tipos de voluntariado, ele pode ser de três formas: ações pontuais, por um período de tempo ou contínuas. A ação pontual consiste em um trabalho único, por exemplo, passar um dia em um abrigo para crianças ou em uma casa de idosos. A ação com um período limitado de tempo pode ser um projeto, por exemplo, de arrecadação de brinquedos para o dia das crianças ou para o Natal. Terá duração de algumas semanas ou meses e o trabalho será concluído e não haverá outras ações. O trabalho contínuo é um trabalho constante sem um final previsto.

Minha caminhada no voluntariado teve início em 1999, poucos meses após o acidente que sofri com explosivos, quando eu e meus amigos com apoio de nossas famílias resolvemos iniciar um trabalho voluntário para conscientizar as pessoas sobre os riscos do manuseio inadequado de explosivos.

O mesmo grupo de amigos que teve uma ideia equivocada meses atrás, agora sim tem uma boa ideia. O Grupo Alerta Vida, GAV, foi criado em fevereiro de 99 com um objetivo claro, conscientizar as pessoas dos riscos do manuseio de explosivos.

E como transformar uma ideia em um trabalho consistente?

Foram muitas reuniões e conversas e a maneira de trabalho seria através de palestras e seminários e o público alvo seriam crianças, adolescentes e jovens. Como a época de festas juninas é um dos períodos com maior incidência de acidentes com explosivos, teríamos que iniciar o trabalho antes desse período.

Seriam realizados dois seminários, um a noite e outro na manhã seguinte, e os seminários tratariam de diversos aspectos envolvidos no manuseio de explosivos. Participariam profissionais da área de saúde, legislação, autoridades responsáveis pela fiscalização, peritos em explosivos e encerraria com os depoimentos da família de nosso falecido amigo e com o meu depoimento.

Com o projeto estruturado, como viabilizaríamos esse seminário?

Precisaríamos divulgá-lo na mídia, nas escolas, seria necessário apoio das autoridades locais e também precisaríamos de dinheiro para confecção do material de divulgação, aluguel de equipamentos e local.

Tínhamos um prazo definido e objetivos a alcançar. Conforme as semanas passaram fomos conquistando os objetivos.

O tão esperado dia chegou e, com muito trabalho de todos os envolvidos o evento estava pronto para iniciar. Os diversos palestrantes passaram pelo palco e chegou a minha vez.
Subi ao palco e a perna tremia, a mão suava. O primeiro evento havia terminado.

A partir dali foram realizados outros dois grandes seminários e muitas palestras em escolas, empresas, grupos de jovens. Muitas participações em programas de rádio, entrevistas para jornais impressos, Portais e televisões.

Estima-se que já foram atingidas, de forma direta, cerca de 15 mil pessoas em palestras e seminários

Quando o grupo foi criado, nem pensávamos em premiações, porém temos algumas que divido com você. Como mencionado, o Grupo não foi criado para receber prêmios, e os vemos como um reconhecimento ao sério trabalho que desenvolvemos e os recebemos como mais um estímulo a continuar nesse caminho.

O primeiro prêmio recebido pelo GAV foi a participação no “Sonhadores do Milênio” – Trabalho voluntário selecionado pela ação positiva de jovens em suas comunidades, para participar, como Sonhadores do Milênio, com outros 39 projetos do Brasil e mais 1960 projetos de cem países, no Fórum Global Líderes do Amanhã, realizado pela UNESCO em parceria com McDonald’s e Disney, em Orlando, Flórida, EUA.

O Grupo Alerta Vida recebeu a Moção Honrosa da Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina. Homenagem da ALESC aos jovens Gabriel e Marília, do Grupo Alerta Vida, responsável pela campanha de prevenção contra o uso de explosivos, premiado no projeto Sonhadores do Milênio da UNESCO.

O grupo foi selecionado para participar do evento Vem Ser Cidadão – Trabalho voluntário realizado pela Secretaria de Estado da Educação do Paraná para participar do 3.º Seminário “Vem Ser Cidadão“, com o tema: Juventude a Cultura da Paz e o Ano Internacional do Voluntariado. O Seminário foi subdividido em dois momentos: Fórum Brasileiro de Voluntariado e Protagonismo Juvenil, com Delegados Jovens, representantes dos estados brasileiros, representantes governamentais e do Terceiro Setor nacional e observadores internacionais; Mostras de Projetos de Jovens Protagonistas do Paraná, Brasil, Mercosul e Instituições. Evento realizado em parceria com o IIDAC – Instituto Internacional para o Desenvolvimento da Cidadania. O trabalho também foi selecionado para participar dos Seminários de 2001 e 2002.

Outro reconhecimento foi – Trabalho selecionado para fazer parte do livro Histórias Premiadas do Voluntariado, publicado em 2002, o qual é composto por 30 histórias escolhidas através do Concurso do Voluntariado promovido pelo Grupo Pão de Açúcar em parceria com o Centro de Voluntariado de São Paulo.

Outro foi o Prêmio Exemplo Voluntário que objetiva identificar, selecionar, reconhecer, valorizar e premiar pessoas que desenvolvem ações voluntárias, mostrando assim a importância da participação da sociedade civil na resolução dos problemas de nosso país. Premiação realizada pelo Instituto Voluntários em Ação de Santa Catarina, Fundação Maurício Sirotsky Sobrinho, SESC /SC e Governo do Estado de Santa Catarina, com apoio do Banco Santander.

Todos os reconhecimentos são muito bons, mas o maior reconhecimento do trabalho é poder passar a mensagem do GAV e evitar que outras famílias passem pelo que passamos para entender e conhecer os riscos do manuseio inadequado de explosivos.

Além do trabalho com o GAV, eu já participei de outros trabalhos voluntários.

Após termos participado do evento Vem Ser Cidadão de 2000, no início de 2001, fui convidado a integrar um projeto do IIDAC, Instituto Internacional para o Desenvolvimento da Cidadania , em parceria com o Centro de Protagonismo Juvenil da Secretaria de Educação do Estado do Paraná, que tinha como objetivo incentivar o trabalho voluntário de jovens no Estado do Paraná. foram diversas excursões pelo Estado… participei da viagem a Cascavel, Umuarama e Assis Chateaubriand
No mesmo ano, além de participar do Vem Ser Cidadão em Faxinal do Céu com o GAV, participei da organização do evento.

Outro projeto que participei, esse foge um pouco das características do trabalho voluntário. Mas é um excelente exercício de cidadania.

A PUCPR tem algumas matérias que fazem parte do currículo de todos os cursos, e uma delas é o Projeto Comunitário.
É uma matéria como todas, tem nota, frequência e carga horária. São diversas instituições cadastradas. Como escolas, associação de moradores, institutos da área de saúde, etc. e o aluno deve escolher algum local para realizar esse trabalho comunitário, pode ou não ser relacionado à sua formação.

Após ingressar no mercado de trabalho, atuando em uma grande multinacional com grande preocupação socioambiental que possuía um trabalho voluntário. Em poucos meses passei a fazer parte do grupo de voluntários da empresa, a qual realizava ações pontuais. Além disso, a empresa disponibilizava um valor para apoiar projetos socioambientais nas comunidades próximas as suas instalações e para selecionar os projetos e acompanhar sua execução foi criado um comitê socioambiental, que contava com a participação de representantes de diversas áreas da empresa, e fui indicado para ser o representante da área onde trabalhava e até sair da empresa fiz parte desse comitê.

Outra ação voluntária que faço parte é da Defesa Civil do Estado do Paraná.
A defesa civil possui uma equipe, porém em grandes ocorrências como enchentes ou qualquer evento de grande magnitude é necessário o apoio da sociedade e para isso ela iniciou um programa para treinar seus membros. Participei da formação teórica e prática.

Outro trabalho voluntário foi o Projeto Junior Achievement – Participação no projeto Mini empresa durante um semestre com alunos de segundo ano do ensino médio do Colégio SESI em Curitiba/PR.

A razão principal do trabalho voluntário, conforme foi falado por diversas vezes é ajudar o próximo, porém será que se resume a isso?

Quando iniciamos a preparação para o primeiro seminário, fui diversas vezes nas rádios falar do evento, fomos atrás de patrocínio, convidar palestrantes. Eram grandes responsabilidades.

No dia do seminário, com 16 anos subir ao palco e falar para mais de700 pessoas.
O maior número de pessoas para quem tinha falado era apresentando trabalho na sala de aula. Depois a oportunidade de viajar para o interior do Estado para divulgar o voluntariado, viajar pra os EUA e conversar com pessoas do mundo todo.
Nos seminários do Vem Ser Cidadão também trocar experiência com pessoas de outros Estados e países.
É a oportunidade de conhecer diversas histórias e realidades. O trabalho voluntário na empresa também foi uma grande oportunidade para conhecer pessoas de todas as áreas da empresa.

Administrar prazos, recursos limitados, liderança, comunicação são apenas algumas das diversas habilidades que desenvolvi com o engajamento nos trabalhos voluntários. Hoje, se sou um palestrante profissional, devo muito ao enorme aprendizado que tive ao realizar eventos de forma voluntária.

A comunidade, as pessoas que recebem o trabalho voluntário ganham bastante, mas pode ter certeza que você aprenderá muito e crescerá como pessoa ao participar de ações assim.

O Voluntariado te faz crescer.

Tenha um novo olhar para o trabalho voluntário.

Grande abraço.

10 anos depois…

10 anos se passaram daquele 21 de agosto de 2007.Gabriel Metzler pegando o canudo das mãos do Dr Carlos Augusto Moreira Um dos dias mais emocionantes da minha vida.

E aí, beleza?

Provavelmente você tem sonhos, certo?

E o que você tem feito para transformar esses sonhos em realidade?

Sonhos, metas e objetivos são muito comentados hoje em dia. Você sabe quais são os seus?

Como foi quando você pensou em qual profissão escolher? Dúvidas? Insegurança? Lembra dos sentimentos que apareciam junto a sua escolha?

Eu lembro que eram muitas dúvidas quando eu pensava em qual profissão seguir. Adolescente, 16, 17 anos e decidir o que fazer não é fácil. Alguns são privilegiados e já tem muito claro aquilo que querem fazer. Outros são privados da opção da escolha por pressão e imposição da família.

Medicina, Direito, Engenharia? Essas são opções clássicas, mas hoje são dezenas de opções de cursos ofertados, tanto em cursos presenciais, quanto à distância. E a tendência é que, com a evolução da tecnologia apareçam muitas profissões novas nos próximos anos, e por consequência, algumas deixarão de existir.

Eu pensei em diversos cursos, Medicina, Jornalismo, Fisioterapia e Engenharia. Conforme o tempo foi passando e o vestibular se aproximando. Fui voltando minhas atenções para a Engenharia. E qual? São muitas opções de Engenharia. Fiz alguns vestibulares e passei em 3 faculdades. Três Engenharias diferentes, Ambiental, Civil e Mecatrônica.

E agora, qual cursar? Optei por iniciar o curso de Engenharia Mecatrônica. E mesmo após o início do curso, as dúvidas persistiam. E no final do primeiro semestre optei por parar o curso e transferir para a Engenharia Civil.

Em 2002 comecei a cursar Engenharia Civil e me encontrei no curso. Tirando as dificuldades das matérias, o curso foi passando e cada vez eu me identificava mais com o que era ensinado.

E na metade de 2007, nos dias 20 e 21 de agosto, me formei Engenheiro Civil. E dessa caminhada ficam 4 lições que eu divido com você:

Ninguém falou que era simples:

Perseguir um sonho não é fácil, e não estou falando da questão da Engenharia e seus cálculos. Refiro-me a transformar sonho em realidade. Existe uma caminhada, que nos exige tempo e muita dedicação. Você está disposto a encarar o desafio?

Cair e levantar:

Depois de me encontrar na Engenharia Civil e saber claramente que era isso que eu queria, não seriam quedas e tropeços que me fariam desistir do meu sonho. Na época do curso minha visão era bem limitada e durante o curso ainda tive um descolamento de retina. Com apoio da família, amigos e professores essas quedas foram superadas e cheguei onde queria. E você tem claro aonde quer chegar?

Pais cegos querem impor ao filho seus sonhos:

Muitas famílias pressionam seus filhos a seguirem uma carreira na mesma área de sua atuação. Um médico que quer um filho médico, o empresário que deseja que o filho assuma a empresa da família. Pais ficam cegos à vontade do filho. O filho acaba se tornando um profissional frustrado, cometendo erros, precisando de tratamento por uma imposição dos pais. Eu escolhi, por minha vontade, a mesma formação que meu pai. Ele também é Engenheiro Civil, mas como eu disse no vídeo 42 do meu canal do Youtube, ele nunca me pressionou. Sempre me deixou a vontade para fazer minhas escolhas e foi um grande incentivador. E você, vai se sentir bem pressionando seu filho? Como você quer seu filho?

Comemorar:

Muitas vezes passamos anos buscando alcançar um objetivo e quando isso ocorre já focamos em um novo desafio e a caminhada tem um novo início. Mas tantos anos passaram, muitas lutas vencidas e muitas pessoas envolvidas simplesmente ficam para trás junto com o nosso sonho realizado. Lembro que não iríamos fazer uma comemoração, mas resolvemos organizar uma formatura e um jantar após a Colação de Grau. E afirmo que a comemoração foi espetacular. Simples e mágica. Um momento que ficará para sempre guardado na memória de todos que participaram. E você comemora suas conquistas e vitórias?

E para celebrar essa conquista, um momento tão marcante como esse, fui presenteado com algo inesquecível. Veja só…

Em 2006 estava cursando o 9º período de Engenharia Civil e a turma não tinha demonstrado interesse em realizar a cerimônia de formatura.  Em uma consulta com meu oftalmologista e amigo, que me acompanha desde o acidente em 1998 e um dos principais responsáveis por eu ter enxergado até 2015, o Dr. Carlos A. Moreira Jr., me perguntou quando seria a formatura e que ele fazia questão de estar presente.  Após conversar com colegas, criamos a comissão de formatura e nos dias 20 e 21 de agosto de 2007 foi realizada nossa colação de grau. Na época o Dr. Moreira Jr. era o Reitor da Universidade Federal do Paraná. O convidei para a Colação de Grau, como um amigo e grande incentivador, e para minha surpresa, por questões de relacionamento entre a PUCPR e a UFPR ele foi recebido como Reitor e foi convidado a compor a mesa de autoridades responsável pela Colação de Grau dos estudantes.

Quando foi chamado meu nome para ir até a mesa e receber o Grau de Engenheiro Civil, foi meu amigo e médico quem me entregou o diploma. Acho que sou o único aluno da PUC que recebeu o diploma das mãos do Reitor da UFPR.

10 anos se passaram e sou muito feliz com minha escolha.

Tenha um novo olhar para as suas escolhas.

Grande abraço.

Ser pai é maravilhoso!

Ser pai é algo maravilhoso. É saber que uma parte sua está crescendo e evoluindo.

ga-e-guE aí, beleza?

Domingo foi dia dos pais e aproveitando essa data, quero te contar como é, para mim,  ser pai.

Era uma terça-feira, 9 de setembro de 2008, na cidade de Porto União, interior de Santa Catarina. Às 7h30 da manhã nasceu Gustavo, pesando 3,5 kg e medindo 51 cm.

Era tão pequeno e tão grande ao mesmo tempo… Ocupava um espaço físico pequeno, mas transbordava as emoções. Sobrava dentro do berço e preenchia todos os espaços na cabeça e no coração.

Praticamente nove anos se passaram daquele dia e tudo cresceu. Hoje aquele pequeno bebê é um meninão que está sempre presente. Os comportamentos vão mudando com o passar dos anos, as brincadeiras, os desenhos, os jogos também vão mudando conforme o tempo vai passando. O que não muda é o sentimento que tenho por ele.

Amor incondicional, amor no sentido mais amplo da palavra é pouco para descrever o que sinto pelo Gustavo. Algo que não é explicável em palavras, algo que é demonstrado, transmitido.

Ser pai é saber que o filho é uma parte sua que está crescendo e se tornando independente. É vibrar com as conquistas de alguém, muito além do que vibramos com as nossas próprias.

Ser pai é poder ajudar um filho quando ele precisa e ser ajudado por ele quando preciso. É poder ir ao estádio com ele, ir ao cinema, ir ao parque e viver intensamente cada instante ao lado dele.

Ser pai é perder a visão e aprender a jogar futebol de 5, com a bola com guizos, para poder brincar com o filho.

Ser pai é se emocionar levando bronca do filho, tentando entender o que aconteceu com o pai dele e porque ele perdeu a visão em um acidente.

Ser pai é, mesmo morando em casas diferentes, estar presente na sua educação e criação. É ensinar valores e princípios para que ele possa, se tornar um adulto que faça a diferença onde ele passar.

Ser pai é dar bronca e ser duro quando necessário, e ao mesmo tempo amar sempre. Boa educação, tanto aquela formal da escola, quanto a aprendida em casa são os maiores bens que podemos deixar a um filho.

Ser pai é assistir muitas vezes o mesmo desenho ou filme e aproveitar como se fosse a primeira vez, porque o que está realmente valendo é estar com filho.

Ser pai é mostrar para o filho com exemplos que a vida é dura, mas com força de vontade e persistência é possível ir muito longe.

Gustavo, você é a pessoa mais importante da minha vida e ser seu pai é motivo de muito orgulho para mim. Serei ternamente grato por ser seu pai.

Mesmo sem te enxergar, sentir você perto de mim, seu amor, carinho e preocupação fazem a vida ter um sentido especial.

Tenha um novo olhar para a paternidade.

Grande abraço.

As emoções foram censuradas?

Emoções são essenciais para desfrutarmos a vida em sua plenitude. O Hemisfério Direito do cérebro é quem comanda o lado emocional, e parece estar sendo censurado.

E aí, beleza?

Atualmente fala-se muito de resiliência, em ser forte, resistente às adversidades. emoções censuradas Gabriel MetzlerAguentar cobranças excessivas, correria em função do trânsito, insegurança e as pessoas ainda precisam aparentar estabilidade emocional, equilíbrio 24 horas por dia.

Talvez você já tenha se emocionado com seu filho, marido ou esposa, mas, por algum motivo preferiu manter-se, pelo menos externamente, estável, sem demonstrar qual seu real sentimento. Não é verdade? E eu te pergunto, por que decidiu agir assim?

O lado esquerdo do cérebro é o racional, métrico, calculista.

É o lado esquerdo do cérebro que nos mantem em segurança. É o lado esquerdo que nos faz tomarmos decisões baseadas na razão. Só que, às vezes, nos impede de alçar voos maiores. Porque onde existe segurança em excesso, existe cautela, um medo.

E o lado direito do nosso cérebro é a emoção.

E ele tanto pode nos ajudar, quanto atrapalhar. E se você ouvir só um lado da emoção vai tomar decisões que vai se arrepender para o resto da vida. É aquela ânsia de querer fazer alguma coisa e sair fazendo.

E se você ouvir só a razão, provavelmente vai deixar de fazer algumas coisas. De ir atrás dos seus sonhos.

Com a perda da visão, aprendi a trabalhar melhor o hemisfério direito do meu cérebro. Atualmente minha visão está diretamente ligada a minha imaginação. Ainda tenho as lembranças visuais, e com novas referências como cheiro, sons e descrições tento montar aquela imagem na minha mente. Desenvolver a criatividade passou a ser tarefa diária para mim.

Ao mesmo tempo que eu ouço muito minhas emoções, algumas decisões são guiadas muito mais pelo lado esquerdo do cérebro, o lado racional, do que quando eu podia enxergar. Hoje eu procuro colocar os dois hemisférios do cérebro para trabalhar em parceria. Se eu tiver vontade de andar de bicicleta, eu não posso simplesmente pegar uma e sair andando. Acho que não vai dar muito certo. Tenho que achar uma com dois lugares e andar junto com alguém. Mas nem por isso eu vou deixar de sentir a emoção de andar de bicicleta, sentir o vento no rosto.

E é aí que está a pergunta que eu quero te fazer. E como estão as emoções na sua vida?

Estão caladas, você tem se guiado só pela razão? Ou anda numa linha de equilíbrio? Você pode dizer que está muito bem nessa questão.

Eu sugiro que você seja sincero com você mesmo, será que não está faltando um pouco de tempero na sua vida?

Será que você tem feito coisas diferentes? Tem acessado um novo caminho…

Ou elas estão gritando e você tem tomado decisões só pela razão?

O campo das emoções não precisa de um milagre para ser trabalhado. Confesso que eu costumava agir muito mais pelo racional, evitando desfrutar e explorar minhas emoções.

Por exemplo, para mim, 10 passos em uma nova direção despertam uma nova emoção, é um caminho novo, um lugar diferente e junto vem a sensação de liberdade. E você que pode ir para qualquer lugar? Que os seus olhos te guiam, Você tem se privado das emoções? Ou tem se permitido sentir emoções?

Será que você Está fazendo economia de emoções?

Se for para fazer economia na sua vida, que ela seja financeira. Se permita sentir emoções.

Se tiver vontade de chorar, chore. Se tiver vontade de rir, ria. Nós não somos robôs, mas parece que estão tentando robotizar nossas emoções.

Tenha um novo olhar para suas emoções.

Grande abraço.

Fernando Alonso segue ensinando!

O piloto de Fórmula-1, Fernando Alonso, deu um ótimo exemplo na corrida disputada na Hungria. Podemos aprender com o Espanhol.

E aí, beleza?

“Isso eu sei fazer…” Já ouviu essa frase?Fernando Alonso segue ensinando

A pessoa sente que está em uma posição inferior às suas capacidades, desmotiva-se e passa a produzir abaixo das expectativas, mesmo tendo capacidade para entregar mais. Passa a criticar a empresa, reclamar do chefe e acaba prejudicando-se.

Muitos reclamam da situação atual. Seja na vida pessoal ou profissional, as reclamações são constantes. E Fernando Alonso, piloto de Fórmula-1, tem ensinado muito em 2017.

Fernando Alonso é Espanhol, completou 36 anos no último final de semana e no domingo obteve um resultado expressivo na corrida disputada na Hungria. Mesmo com um carro inferior a muitas equipes e muito distante das principais escuderias, ele terminou a corrida com um honroso 6º lugar e cravou a melhor volta da corrida.

Ele foi um dos grandes rivais do Alemão Michael Schumacher no início dos anos 2000, quando os dois protagonizaram duelos espetaculares e conquistaram títulos. Alonso sagrou-se bicampeão mundial de Fórmula-1 nos anos de 2005 e 2006. O Espanhol já venceu 32 Grandes Prêmios. Dono de números expressivos, com passagem por grandes equipes, Alonso ficou marcado por escolhas não muito bem sucedidas em troca de equipes e reclamações constantes por questões de carros abaixo de suas expectativas.

Alonso é considerado por muitos especialistas como o piloto mais completo em atividade. E em maio desse ano, ele decidiu aventurar-se nas 500 Milhas de Indianápolis, uma das corridas de carro mais desafiadoras. E dando razão aos especialistas, mesmo em uma categoria diferente da sua, em um carro completamente diferente do seu, Alonso andou sempre no grupo da frente, com chances reais de vitória, apenas sendo parado por um problema no motor do seu carro.

Confesso que eu não era um admirador de Alonso, exatamente por ele ser alguém que reclama bastante. Mas esse ano passei a admirá-lo.

Gabriel, eu parei de ver corridas em 1994 quando Ayrton Senna morreu.

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E o que isso que você falou pode ajudar na minha vida?

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Fernando Alonso segue ensinando. O texto teve seu início voltado a situações que vivenciamos diariamente. E, infelizmente, devido à situação econômica-financeira do Brasil, muitas pessoas, com elevada capacitação e qualificação estão trabalhando em cargos inferiores às suas expectativas. E nesse território encontram-se dois perfis bem distintos.

– No Perfil 1 estão os Rabugentos de Plantão. Aqueles profissionais que estão realizando suas atividades em cargos abaixo daqueles que eles imaginariam estar e passam o dia todo reclamando e entregando produtos e serviços de baixa qualidade.

– No Perfil 2 estão os Profissionais Inteligentes. Eles conhecem bem as suas qualificações e competências, entendem que estão temporariamente em uma posição abaixo daquilo que gostariam, e mereciam. São inteligentes e, podem até reclamar, mas produzem o melhor possível, mesmo não estando onde gostariam.

E é aqui que está a grande diferença entre os Rabugentos e os Inteligentes. Os Rabugentos produzem pouco e com baixa qualidade, pois entendem que aquilo eles já sabem fazer e não precisam provar e comprovar nada a ninguém. Só querem ocupar posições melhores para buscar desenvolver o seu melhor.

Os Profissionais Inteligentes produzem e entregam serviço de excelente qualidade, independente do cargo ou função que estão desenvolvendo. Eles sabem que para crescer e comprovar que realmente estão, temporariamente, abaixo de onde mereciam, fazem o seu melhor.

Se você acredita estar em um cargo abaixo daquele que você merece, faça sempre o seu melhor e seja o melhor naquela função.  Você só terá benefícios agindo assim.

Tenha um novo olhar para o seu trabalho.

Grande abraço!